Roli Lacerda apresenta romance que aborda relacionamento entre humanos e alienígenas, inspirado por experiências inexplicáveis durante a pandemia
Uma história nascida no isolamento
Durante a pandemia de COVID-19, a brasiliense Rosane de Oliveira Lacerda — conhecida como Roli Lacerda — encontrou na escrita uma forma de transformar o isolamento em criação. Assim nasceu seu primeiro romance de ficção científica, obra que mistura elementos de “Crepúsculo”, “50 Tons de Cinza” e “Superman”.
A trama acompanha uma estudante brasileira de medicina que, ao conquistar bolsa para especialização em neurologia nos Estados Unidos, conhece um professor brilhante. No entanto, quando o relacionamento se aprofunda, ela descobre que ele e sua família não são deste planeta.
“Você se casaria com um extraterrestre?” — essa é a pergunta central que move a narrativa.
Romance que transcende fronteiras planetárias
Diferente das representações tradicionais de alienígenas como ameaças, a obra propõe outra perspectiva. Sobretudo, apresenta seres evoluídos tecnológica e espiritualmente, capazes de convivência pacífica.
Por outro lado, a autora explora questões universais através dessa premissa fantástica. Portanto, o livro dialoga com dilemas reais: distância familiar, diferenças culturais e escolhas que afetam comunidades inteiras. Embora ambientado em um cenário de ficção científica, os conflitos humanos permanecem centrais.
Experiências que moldaram a criação
Lacerda relata vivências incomuns durante o processo criativo. Segundo ela, após interromper a escrita por falta de retorno dos leitores iniciais, teve uma experiência durante uma caminhada matinal no condomínio onde morava em Brasília.
“Senti uma presença me observando. Então recebi uma mensagem telepática questionando por que havia parado de escrever”, conta a autora. Dias depois, ela afirma ter visto um objeto luminoso no céu, diferente de qualquer fonte de luz convencional.
Essas vivências, sejam interpretadas como inspiração criativa ou fenômenos reais, impulsionaram a conclusão do manuscrito. Aliás, a narrativa incorpora conceitos como projeção astral e comunicação telepática.
Tecnologia que antecipou a realidade
Curiosamente, algumas invenções descritas no livro escrito em 2020 começaram a surgir no mundo real. Por exemplo, os “drones mosquito” — criação ficcional atribuída aos alienígenas evoluídos — foram posteriormente desenvolvidos pela China.
Para Lacerda, essa coincidência reforça a potência da ficção científica como exercício especulativo. Ademais, demonstra como imaginação e ciência frequentemente se entrelaçam.
Recepção no meio ufológico
A autora participou de um congresso em São Tomé das Letras, onde compartilhou tanto sua ficção quanto suas experiências. Lá encontrou validação inesperada: outro participante relatou ter visto exatamente o mesmo tipo de objeto que ela descreveu.
“Ele disse que era a primeira vez que ouvia alguém descrever exatamente o que viu”, relembra Lacerda. Dessa forma, a obra encontrou ressonância entre interessados em ufologia e fenômenos inexplicados.
Mensagem de transformação e empatia
Além do entretenimento, o livro carrega uma proposta reflexiva. Através dos diálogos, a autora aborda a mudança pessoal como caminho para a transformação coletiva.
“Se sou uma pessoa desonesta, como posso querer um mundo honesto?” — questiona. Assim, a narrativa sugere que a evolução começa individualmente, com escolhas diárias que constroem realidades futuras.
Os alienígenas da história representam a possibilidade de uma sociedade mais empática. Contudo, a mensagem real está na capacidade humana de escolher bondade, respeito e solidariedade.
Expansão do universo ficcional
O primeiro volume é apenas o começo. Lacerda planeja uma trilogia completa, com o segundo livro focando no irmão do protagonista alienígena. Além disso, pretende introduzir outras espécies extraterrestres, incluindo draconianos e reptilianos.
“Tenho tendência a acreditar que seres capazes de viagens interplanetárias são evoluídos espiritualmente”, explica. Portanto, suas futuras obras continuarão explorando essa premissa de consciência expandida.
Acessibilidade e alcance global
A obra está disponível em formato digital e físico, tanto em português quanto em inglês. Enquanto as versões digitais podem ser adquiridas pela Amazon, os exemplares físicos autografados são enviados diretamente pela autora.
Para presentear, Lacerda personaliza dedicatórias conforme solicitação. Ainda oferece brindes como camisetas e canecas com tema literário para fãs e colecionadores.
Diálogo com a diversidade cultural
Embora centrada em ficção científica, a narrativa aborda o multiculturalismo contemporâneo. Afinal, relacionamentos entre pessoas de diferentes países, culturas e contextos são uma realidade crescente.
A internet encurtou distâncias globais. Consequentemente, encontros entre culturas distintas tornaram-se cotidianos. Nesse sentido, o livro metaforiza essas experiências através do romance interplanetário, amplificando questões já presentes em relacionamentos multiculturais terrestres.
Reflexão sobre tolerância e respeito
Lacerda enfatiza que exigir respeito requer oferecê-lo. “As pessoas costumam exigir muito dos outros, mas não se respeitam”, observa. Nesse contexto, sua ficção propõe um exercício de alteridade radical: aceitar o completamente diferente.
A autora expressa preocupação com os rumos atuais da humanidade. Guerras, conflitos e intolerância revelam a dificuldade em conviver com diferenças. Por outro lado, imaginar civilizações evoluídas oferece um modelo aspiracional de convivência.
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