Autora brasiliense mapeia 110 projetos culturais, produz livros em braille e conquista reconhecimento internacional na maior feira literária do mundo
Uma trajetória dedicada à educação, cultura e inclusão
Aos 72 anos, Dinorá Couto Cansado representa o melhor da cultura brasiliense no cenário internacional. Natural de Bom Despacho, Minas Gerais, a escritora dedica três décadas ao ativismo cultural voluntário. Sua missão é clara: promover educação, cultura e inclusão.
Fundadora da Biblioteca Braille Dorina Nowill, vinculada à Academia Inclusiva de Autores Brasilienses (AIAB), Dinorá transformou vidas. Além disso, criou o PEI – Prêmio Internacional de Espírito Inclusivo. Sua atuação vai muito além das fronteiras nacionais.
Como membro oficial da Rede Sem Fronteiras, ela representou o Ministério da Cultura em diversos eventos internacionais. Entre eles, destacam-se a Feira de Guadalajara, o Mercado das Indústrias Criativas em Belém e Santiago do Chile. Inclusive, participou de eventos na ONU em Nova York.
Da sala de aula às bibliotecas: uma paixão de 30 anos
A história de Dinorá com bibliotecas começou aos 10 anos. Posteriormente, após lecionar em Minas Gerais, mudou-se para Brasília. Então, cinco meses antes da aposentadoria como professora, fundou a única biblioteca pública braille do Distrito Federal.
Em 1995, lançou seu primeiro livro: “Revolucionando Bibliotecas”. Nesta obra, compartilhou experiências bem-sucedidas em bibliotecas escolares. Dois anos depois, publicou “Revelando Autores em Braille”, com textos de 83 pessoas cegas e com baixa visão.
“A literatura cura”, afirma Dinorá com convicção. De fato, ela possui pesquisas científicas comprovando o poder transformador da leitura. Dessa forma, seu trabalho une três pilares fundamentais: educação, cultura e inclusão.
Sete livros infantis que atravessam oceanos
A estreia na literatura infantil aconteceu em 2013, na Feira de Frankfurt. “Paçoca de Avô” inaugurou a Trilogia Receita Saudável. Cada livro une literatura e gastronomia, incluindo receitas que inspiraram as histórias.
Posteriormente, vieram “Travessuras” e “A Pipa que Tomou Banho”. Todos foram dedicados aos netos e adaptados em braille, letra ampliada e ilustração tátil. Assim, promovem verdadeira acessibilidade literária.
Em 2017, lançou “Languita, Papo que Espicha” durante turnê em 22 cidades portuguesas. Esta obra aborda preservação ambiental e sustentabilidade. Por isso, conquistou o Prêmio UNB do Rio de Janeiro.
Completando seu acervo, publicou “E Eu Sou Isto, Vovó”, “Oi, Que Bicho É Esse?” e “Vovó Gaia e Seus Filhinhos”. Recentemente, estreou na literatura de contos com “Antes que os Sonhos Acabem”.
Brasília, Capital das Leituras: 110 projetos mapeados
O projeto nasceu em 2007, durante um período difícil. Inconformada com uma manchete negativa sobre Brasília, Dinorá criou um acróstico: “Brasília, a Capital das Leituras”. Desde então, transforma este sonho em realidade.
Hoje, já mapeou mais de 110 projetos culturais do Distrito Federal. Portanto, documenta iniciativas que promovem leitura e cultura. Seu livro “Brasília, Capital das Leituras” chegou à Feira de Frankfurt com 60 projetos registrados.
“Quando as pessoas percebem que cada conto pode virar um projeto, veem que são capazes”, explica. Assim, desenvolveu a metodologia LeituraArte. Por meio dela, incentiva leitores a criarem seus próprios projetos culturais.
Consequentemente, o trabalho rendeu diversos prêmios. Entre eles, Ser Humano Brasília, Cultura Viva, ODM Brasil Criativo e Prêmio Paulo Freire. Inclusive, ontem mesmo recebeu nova premiação da Câmara Legislativa.
Acessibilidade: livros em braille que transformam vidas
A produção de livros em braille é um desafio financeiro significativo. Cada página em tinta equivale a quatro páginas em braille. Portanto, um livro de 100 páginas pode custar R$ 600 apenas na transcrição.
Apesar disso, Dinorá mantém edições acessíveis. Suas obras incluem versões em braille, letra ampliada e ilustrações adaptadas com texturas. Dessa forma, garante acesso universal à literatura.
“Ninguém porta deficiência na gaveta”, ressalta ela. Por isso, prefere o termo “pessoas com deficiência” (PCD). Aliás, ela mesma é PCD, com mobilidade reduzida. Mesmo assim, não permite que limitações impeçam sua missão.
Documentários levam cultura inclusiva às telas
Recentemente, Dinorá estreou como diretora de documentários. “Brasília, A Capital das Leituras” foi o primeiro, gravado na Biblioteca Nacional. Nele, pessoas com deficiência visual e enxergantes mostram como a leitura transformou suas vidas.
Agora em novembro, será lançado “Cultura Inclusiva, Cidadania e Voluntariado”. Este segundo documentário celebra os 30 anos da Biblioteca Braille. Ademais, a estreia acontecerá na Biblioteca Demonstrativa de Brasília, ligada ao Ministério da Cultura.
Ambos os projetos receberam apoio da Política Nacional Aldir Blanc. Portanto, representam conquistas importantes para a acessibilidade cultural. Inclusive, já foram inscritos em festivais nacionais.
Frankfurt e o reconhecimento internacional
A Feira do Livro de Frankfurt representa marco importante na trajetória de Dinorá. Lá, deixou exemplares de seus livros em bibliotecas alemãs. Além disso, apresentou o projeto Brasília, Capital das Leituras para o público europeu.
“São 60 iniciativas de sucesso do Distrito Federal fazendo sucesso na Alemanha”, celebra. Através da Rede Sem Fronteiras, compartilha a riqueza cultural brasiliense com o mundo. Assim, promove a lusofonia e a diversidade brasileira.
Seus livros também chegaram à ONU, ao consulado brasileiro em Nova York e a bibliotecas brasileiras no exterior. Portanto, espalham mensagens de inclusão e acessibilidade globalmente.
Academia Inclusiva de Autores Brasilienses: 8 anos de história
Fundada há 8 anos durante viagem a Portugal, a AIAB é itinerante, internacional e inclusiva. Atualmente, reúne autores do mundo todo. Recentemente, deu posse online à holandesa Lúcia Monstra.
“Com a internet, não há fronteiras”, afirma Dinorá. Dessa forma, a academia promove encontros virtuais e presenciais. Consequentemente, conecta escritores brasileiros e estrangeiros em projetos colaborativos.
Além disso, mantém programa de incentivo literário. Através dele, autores com deficiência publicam suas obras. Por isso, já conquistou recorde mundial de mediação voluntária com maior número de publicações de PCD.
Prêmio Internacional de Espírito Inclusivo chega à quinta edição
O PEI reconhece iniciativas que promovem inclusão. Este ano, realizará sua quinta edição no dia 11 de novembro. Neste evento, serão reunidos quatro grandes projetos culturais.
A premiação acontecerá durante lançamento especial. Além do PEI, serão apresentados o documentário “Cultura Inclusiva” e o livro “Antes que os Sonhos Acabem”. Portanto, será uma celebração completa da cultura inclusiva brasiliense.
“Ações simples podem ser executadas por qualquer pessoa”, incentiva Dinorá. Dessa maneira, inspira outros agentes culturais a desenvolverem projetos próprios. Consequentemente, multiplica iniciativas pelo país.
Rede Sem Fronteiras: levando cultura brasileira ao mundo
Como membro oficial há mais de uma década, Dinorá valoriza profundamente a Rede Sem Fronteiras. “É uma homenagem à lusofonia”, destaca. Através dela, participou de eventos em 22 cidades portuguesas.
Ademais, viajou pelo Mercosul em cruzeiro cultural. Nesta viagem, lançou “E Eu Sou Isto, Vovó”. Posteriormente, participou de eventos no Texas, embora cancelados pela pandemia.
“A Rede se preocupa com intérpretes de Libras e audiodescrição”, elogia. Por isso, considera essencial essa atenção à acessibilidade. Inclusive, já planeja próxima viagem internacional com o grupo.
Apoio governamental impulsiona projetos culturais
Dinorá conquistou 23 aprovações no FAC – Fundo de Apoio à Cultura do DF. Além disso, recebeu recursos da Política Nacional Aldir Blanc. Estes apoios foram fundamentais para produzir livros e documentários.
Recentemente, o Ministério da Cultura a enviou ao MICBR em Belém. Também participou do mercado em Santiago do Chile. Nestes eventos, apresentou o projeto “Acessibilidade Cultural com Livros”.
“O governo federal acredita na acessibilidade”, observa ela. Portanto, continua desenvolvendo projetos que recebam editais públicos. Assim, consegue distribuir livros gratuitamente em escolas e bibliotecas.
Metodologia LeituraArte: incentivando novos criadores
O método desenvolvido por Dinorá é simples porém transformador. Primeiro, incentiva a leitura com olhar artístico. Depois, cada leitor identifica possibilidades criativas nas histórias.
“Quando alguém lê um conto, pode criar projeto melhor”, explica. Consequentemente, surgem centenas de iniciativas culturais. Atualmente, já cadastrou quase 1000 projetos através de formulários online.
Anualmente, seleciona cinco projetos para mapeamento completo. Então, prepara os autores para apresentações públicas em cinco minutos. Dessa forma, profissionaliza criadores culturais independentes.
Uma vida dedicada ao voluntariado cultural
Aposentada há 30 anos, Dinorá dedica-se integralmente ao ativismo cultural voluntário. Mesmo enfrentando desafios de saúde, mantém ritmo intenso de trabalho. “A literatura me curou”, testemunha com gratidão.
Sua rotina inclui oficinas em mais de 600 escolas do DF. Nelas, promove incentivo à leitura e criação literária. Além disso, mantém seis bibliotecas pessoais em sua casa.
“A simplicidade é tudo”, filosofa. Por isso, suas ações inspiram outros a iniciarem projetos próprios. Consequentemente, multiplica agentes culturais pelo país.
Reconhecimentos e premiações nacionais e internacionais
A trajetória de Dinorá acumula diversos prêmios importantes. Entre eles, três reconhecimentos em Direitos Humanos. Recebeu o Prêmio Patrícia Cioli no Rio de Janeiro em fórum especial.
Também conquistou premiações de Ser Humano Brasília e Brasil Criativo. Recentemente, ganhou o Prêmio Paulo Freire da Câmera Legislativa. Ademais, possui título na Academia Internacional de Literatura Brasileira.
“Timidamente, com ações simples, conquistei reconhecimento”, reflete ela. Portanto, demonstra que persistência e dedicação transformam realidades. Inclusive, inspira gerações futuras de agentes culturais.
O futuro: novos livros, documentários e projetos
Aos 72 anos, Dinorá planeja continuar ativa por mais 20 anos. Atualmente, trabalha em novo livro reunindo 50 projetos adicionais. Este complementará a edição anterior, totalizando 110 iniciativas mapeadas.
Seus documentários participarão de festivais nacionais. Inclusive, já inscreveu ambos em competições no Rio de Janeiro. Além disso, planeja nova viagem internacional com a Rede Sem Fronteiras.
“Ainda tenho muito a fazer”, afirma com entusiasmo. Dessa forma, continua inspirando pessoas com deficiência e agentes culturais. Consequentemente, deixa legado permanente de inclusão e cultura.
SERVIÇO
Lançamento: Documentário “Cultura Inclusiva, Cidadania e Voluntariado” + Livro “Antes que os Sonhos Acabem” + V Edição PEI
- Data: 11 de novembro de 2024
- Local: Biblioteca Demonstrativa de Brasília
- Evento: Brasília, Capital das Leituras – 110 projetos mapeados
Contatos:
- Blog Dinorá Couto: dinorcouto.blogspot.com
- Blog AIAB: aiabbrasilia.blogspot.com
- Canal YouTube: LeituraArte
Tags: #DinoráCouto #CulturaInclusiva #BrasíliaCapitalDasLeituras #LivrosEmBraille #Acessibilidade #FeiraDeFrankfurt #RedeSemFronteiras #LiteraturaInfantil #EducaçãoInclusiva #PCD #BibliotecaBraille #DocumentárioCultural #AlditBlanc #ProjetosCulturais #InclusãoSocial #LiteraturaAcessível #CulturaBrasiliense #AgenteCultural #Voluntariado #DireitosHumanos #Lusofonia #AIAB #PrêmioInternacional #MetodologiaLeituraArte #SustentabilidadeCultural










Leave a Reply