O Que os Eleitos Propõem para Comércio e Indústria

Senadores e deputados eleitos têm projetos para destravar comércio, indústria e serviços, da Zona Franca de Manaus à logística capixaba.

Eleitos 2026: o que muda para comércio e indústria

Parte dos eleitos de 2026 ao Senado e à Câmara já apresenta projetos para estimular comércio, indústria e serviços.

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Primeiro, vale lembrar que 54 das 81 cadeiras do Senado foram renovadas, com os dois mais votados de cada estado eleitos.

Na Câmara, por sua vez, o PL elegeu 121 dos 513 deputados, enquanto PSD e Republicanos também lideraram a lista.

Propostas para o setor produtivo: o que as entidades pedem

Antes da votação, o Sebrae lançou um guia com propostas de políticas públicas para estimular o empreendedorismo e os pequenos negócios.

Paralelamente, a Confederação Nacional da Indústria divulgou uma pauta legislativa para 2026, que inclui crédito à exportação e política industrial.

Assim, as propostas dos eleitos chegam a um debate que já tem pauta definida por empresários e entidades.

Turismo e serviços: o plano de Arthur Lira

Eleito por Alagoas com 948.703 votos, Arthur Lira (PP) defendeu o turismo como motor de emprego e renda durante a campanha.

O setor representa cerca de 6,5% do PIB alagoano e reúne mais de 21 mil empresas.

Além disso, Lira prometeu defender a pauta do trade turístico e propôs transformar o Litoral Sul em polo turístico estruturado.

Indústria: Zona Franca, montadoras e matérias-primas

Eduardo Braga e a competitividade da Zona Franca

Reeleito pelo Amazonas, Eduardo Braga (MDB) tem a imagem associada à defesa da Zona Franca de Manaus.

Como relator da reforma tributária no Senado, ele sustentou a manutenção das vantagens competitivas da Zona Franca.

Consequentemente, o crédito presumido do IBS foi preservado sem o limite de dois terços previsto inicialmente.

Rui Costa e a atração de montadoras

Eleito pela Bahia, Rui Costa (PT) chega ao Senado associado à BYD em Camaçari, cujos benefícios foram negociados em seu governo estadual.

Nesse contexto, o projeto prevê investimento inicial de R$ 3 bilhões e expectativa de 5 mil empregos diretos e indiretos na primeira fase.

Ainda assim, a chegada da montadora provocou controvérsia no setor.

Mauro Mendes e a industrialização de matérias-primas

Ex-governador eleito senador por Mato Grosso, Mauro Mendes (União) construiu sua trajetória no setor industrial.

Em 2022, como candidato à reeleição, ele defendeu um plano para industrializar as matérias-primas produzidas no estado.

Naquela ocasião, afirmou ainda que Mato Grosso concedia incentivo fiscal industrial em até 48 horas, com segurança jurídica e celeridade.

Logística e segurança jurídica: a agenda de Casagrande

Primeiro colocado no Espírito Santo, com cerca de 24,7% dos votos, Renato Casagrande (PSB) assinou cartas-compromisso sobre segurança jurídica e infraestrutura.

Entre as prioridades, destacam-se a duplicação das BR-262 e BR-101, a modernização da malha ferroviária e novos portos e aeroportos regionais.

Reforma tributária e turismo

Além disso, Casagrande alertou que a cobrança do imposto no destino exigirá eficiência de gestão para manter investimentos e fortalecer o turismo.

Depois de eleito, ele reafirmou logística, segurança pública, educação e saúde como prioridades e se disse aberto ao diálogo com outros parlamentares.

Menos burocracia para empreender: Van Hattem e Kim Kataguiri

Código de Defesa do Empreendedor

No campo legislativo, o Código de Defesa do Empreendedor (PL 4783/20) é assinado por Marcel van Hattem, eleito senador pelo Rio Grande do Sul.

Do mesmo modo, Kim Kataguiri, oitavo deputado mais votado do país, assina a proposta, aprovada em 2022 por comissão da Câmara.

O texto busca facilitar a abertura e o encerramento de empresas e simplificar os registros exigidos do empreendedor.

Alvarás, licenciamento e carga tributária

Ademais, as empresas poderiam substituir licenças e alvarás afixados nos estabelecimentos por ferramentas tecnológicas.

Em paralelo, Kim defendeu em 2019 um licenciamento ambiental simplificado para obras de infraestrutura, a fim de destravar investimentos.

Por outro lado, Van Hattem criticou em 2023 a reforma tributária por, na sua avaliação, aumentar impostos, e defende reduzir a carga.

Propostas dos eleitos: o que esperar a partir de 2027

Portanto, os projetos mapeados apontam três caminhos: turismo e serviços, indústria com incentivos regionais e menos burocracia para empreender.

No entanto, o levantamento é parcial: os mandatos só começam em fevereiro de 2027, e a pesquisa não localizou planos de todos os eleitos.

Do discurso à lei

Desse modo, o desafio será transformar promessas de campanha em leis que reduzam custos e ampliem o emprego em comércio, indústria e serviços.

Por fim, o Portal Uma Só Voz seguirá acompanhando esses mandatos, em defesa da cidadania e da transparência.